Políticos Precisam Ter Metas Claras
Renan detalha o mecanismo de condicionamento do fundo partidário e eleitoral a KPIs (indicadores de desempenho) para prefeitos e partidos políticos.
O design da proposta
O fundo partidário e eleitoral passaria a ser condicionado a indicadores objetivos definidos por institutos como IPEA e IBGE:
- Cobertura de esgoto
- IDH municipal
- Ranking do SAEB (educação)
- Atendimentos no SUS
- Outros indicadores mensuráveis
Os partidos recebem pontos conforme os resultados entregues em seus municípios, ponderados pelo tamanho da cidade.
A consequência para os partidos
Com esse sistema, os partidos seriam incentivados a focar em quadros técnicos para administrar prefeituras — em vez de eleger deputados populares que desviam emendas com os prefeitos. O critério de seleção muda: não quem consegue emenda, mas quem entrega resultado.
A sanção para prefeitos
Prefeitos que não atingem os indicadores perdem os direitos políticos por 8 anos. Os partidos não podem participar de eleições naquele município pelo mesmo período.
“A gente tá partindo de uma base tão ruim na administração de prefeitos que só eles darem uma melhora — fazer o básico do básico do básico — você já altera demais a dinâmica das cidades.”
O efeito sistêmico
Com o sistema de incentivos mudado, a lógica de funcionamento da política muda: partidos competem por administrar bem, não por ter deputados com boas emendas. Renan conclui que reforma fiscal, combate ao crime organizado e essa reforma administrativa municipal geram “outro país em 10 anos”.
Temas e posições
- Emendas Parlamentares Condicionadas a Metas — desenvolvimento sistêmico da proposta de KPIs
- Fusão de Municípios — complementar
- Corrupção Municipal
