MINAS GERAIS, VAMOS FALAR DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Gravado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Renan usa dados orçamentários e salariais para denunciar o que chama de “mamata do judiciário” mineiro.
Dados apresentados
- 11% do orçamento estadual de Minas Gerais gasto com a área de Justiça (incluindo Ministério Público) — segundo maior percentual do Brasil.
- Em 2025, Minas Gerais terminou com o pior saldo de caixa negativo do Brasil: R$ 11 bilhões — o mesmo valor gasto com o Tribunal.
- Dos mais de 100 juízes atuantes, cerca de 700 receberam mais de R$ 200.000 em um único mês em 2025.
- O “rei dos penduricários” de Minas: membro do judiciário com renda anual superior a R$ 2 milhões, média mensal de R$ 184.000.
- O Ministério Público de Minas Gerais gastou R$ 2,9 bilhões em penduricalhos entre 2003 e 2024.
O episódio moral
Renan cita o desembargador que aceitou casar uma menor vítima de estupro com seu estuprador como o caso mais visível moralmente, mas argumenta que o problema fiscal é ainda mais grave para o cotidiano do trabalhador mineiro.
Diagnóstico
“Policial em Minas tem que fazer bico com outras coisas para poder se sustentar, enquanto os juízes daqui ganham supersalários.”
Renan aponta que nenhum governador — de esquerda ou direita — conseguiu mudar a situação fiscal de Minas, e que o judiciário é parte do problema, não da solução: ao defender seus próprios privilégios, impede que recursos cheguem a policiais, saúde e infraestrutura.
“Eu não quero viver num país em que o juiz leva o teu salário. O juiz serve apenas para fazer justiça e só.”
