O Pinto do Equador e a Juliana do Bonde
Short em que Renan Santos usa o caso de Rorainópolis (RR) para ilustrar o padrão nacional de uso político de shows populares financiados com dinheiro federal — e conecta isso, novamente, ao escândalo do Banco Master.
Resumo
Rorainópolis e o “Pinto do Equador”
Rorainópolis é uma cidade de 32 mil habitantes em Roraima, dos quais apenas cerca de 4 mil têm empregos formais (incluindo o funcionalismo público). O IDH ronda 0,6 e os índices de abastecimento de água e saneamento básico são descritos como baixos.
O prefeito, conhecido como “Pinto do Equador”, pretende gastar R$ 1 milhão em um show da cantora Juliana do Bonde e outros artistas, usando recursos federais.
A conexão com o escândalo do Master
Renan costura o caso com uma cadeia de nomes:
- Pinto do Equador apoia Messias de Jesus, candidato ao Senado por Roraima.
- Messias foi condenado no chamado “Escândalo dos Gafanhotos”, descrito por Renan como o maior escândalo da história do estado. Seria famoso como comprador de votos — a PF teria encontrado R$ 50 mil em dinheiro vivo em seu carro.
- Messias teria deixado o Senado para assumir um cargo vitalício no Tribunal de Contas de Roraima, o que Renan chama de “mata” contra investigações.
- O filho de Messias, Jonathan de Jesus, é ministro do TCU, ex-deputado federal, casado com uma ex-”funcionária fantasma” da Câmara. No TCU, em janeiro de 2026, teria tentado manobrar para salvar o Banco Master da liquidação.
A conclusão de Renan: a relação “inocente” entre um prefeito do interior e uma cantora de brega esconde uma cadeia política que termina no coração do escândalo do Master, “atingindo no fundo o seu bolso”.
Convocação
Renan usa o vídeo para reforçar o ato de sábado, 11 de abril de 2026, na Avenida Paulista, contra os envolvidos no escândalo do Banco Master.