Catarinense, está na hora de você ter o que você merece
Renan visita Guaraciaba, no Oeste Catarinense, para mostrar uma obra de pavimentação iniciada no PAC 1 do governo Dilma em 2012 — ainda em andamento 14 anos depois.
O caso de Guaraciaba
A região do Oeste Catarinense tem IDH acima de 0,7-0,8, equivalente a países europeus, e é altamente produtiva. Mas como o pacto federativo drena os recursos de Santa Catarina para outras regiões, a região depende de verbas federais para obras de infraestrutura básica — e essas verbas demoram décadas para chegar.
A obra de pavimentação foi iniciada em 2012 e ainda não foi concluída em 2026. O atraso chegou a interditar passagens na cidade, obrigando o prefeito a fazer um caminho alternativo com trator para que os carros pudessem circular.
“Pro governo federal, obras em estados como Santa Catarina não interessam, dado que Santa Catarina não traz retorno pro governo.”
O argumento estrutural
Santa Catarina é um estado doador líquido no pacto federativo: arrecada muito e recebe pouco em retorno proporcional. O dinheiro vai para estados como o Maranhão — onde, segundo Renan, não beneficia as pessoas mas apenas a classe política local, como ele documenta em outros vídeos.
O caso de Guaraciaba é apresentado como um exemplo clássico de exploração do pacto federativo: uma região com IDH europeu e alta produtividade sendo ignorada enquanto regiões com má gestão recebem prioridade federal por razões eleitorais.
A proposta
Renan apresenta sua solução: municípios e estados pouco produtivos passam a trabalhar com índices de desempenho obrigatórios, incluindo:
- Segurança
- Educação
- Saneamento básico
- Arrecadação — construída com base em atividade econômica real
Resultado: prefeitos e governadores de estados como Maranhão precisam entregar resultados e aumentar sua arrecadação. Assim, “o dinheiro de Santa Catarina fica em Santa Catarina” — para financiar estradas melhores e não sustentar político vagabundo em outro lugar.