Não sobra NADA…
Renan critica o pacto federativo como um sistema de redistribuição que beneficia políticos corruptos do Norte e Nordeste às custas de quem trabalha nas demais regiões — e apresenta os três mecanismos da sua proposta de reforma.
O diagnóstico
O pacto federativo envia dinheiro para estados como o Maranhão, mas a qualidade de vida não melhora — as pessoas continuam migrando de lá para outras regiões. Conclusão: o dinheiro não chega às pessoas, fica com a classe política.
“O pacto federativo é apenas um sistema de distribuição de dinheiro das pessoas que trabalham para político corrupto no Norte e no Nordeste.”
A proposta em três peças
1. Fusão de municípios + reforma administrativa
Criar uma lei de responsabilidade gerencial com metas obrigatórias para prefeitos dos municípios maiores resultantes da fusão: aumento da cobertura de esgoto, crescimento da atividade econômica, melhoria no ranking do SAEB (educação). Prefeito que não bate a meta fica inelegível.
2. Fundo partidário e eleitoral condicionado ao desempenho dos prefeitos
O fundo partidário e eleitoral de cada partido passa a depender do desempenho dos prefeitos eleitos por esse partido. Consequência: os grandes partidos (Valdemares, oligarquias) correm atrás de bons administradores para candidatos a prefeito, porque a sobrevivência financeira do partido passa a depender disso.
“Os Valdemares vão correr para ter bons administradores políticos.”
3. Dois efeitos esperados
- Menos dinheiro saindo de São Paulo para sustentar outros lugares.
- O dinheiro que for, bem gerido — melhorando a vida das pessoas.
“Aí se torna bom para todo mundo. E aí é um pacto do jeito que tá, é um roubo federativo.”