O que fazer com crackudo?

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Renan articula sua posição sobre usuários de crack em espaço público, respondendo ao argumento dos “direitos humanos” contra a internação compulsória.

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O diagnóstico

Usuários de crack em espaços públicos são, segundo Renan, agressivos e usam recursos do Bolsa Família para sustentar o vício — o que torna a questão pública, não privada. A origem do problema é dupla:

  1. O traficante — que precisa ficar preso por 30 a 40 anos. Sem destruição das facções criminosas que controlam a distribuição, o problema não tem fim.
  2. A ausência de internação compulsória — o Brasil proíbe a internação sem consentimento, mas o usuário de crack tem capacidade decisória inferior a uma criança de 7 anos.

O argumento contra as ONGs de direitos humanos

“Eu tô degladiando com ONG direitos humanos. Os direitos humanos partem do princípio que aquela pessoa é detentora de direitos e ela tem capacidade de exercer. Um usuário de craque está num status pior do que uma criança de 7 anos.”

Renan argumenta que a criança tem direitos mas não pode assinar contratos — porque não tem capacidade plena. O crackudo está em situação equivalente ou pior. Portanto, a internação compulsória não viola direitos, mas os protege.

A rua como bem público

A rua é pública e paga via IPTU. Quando um crackudo “privatiza” a rua para morar e usar drogas, está destruindo um bem coletivo pelo qual os vizinhos pagam. As ONGs que recebem convênios públicos para “dar sopão” e defender a “resistência da cracolândia” estão, na leitura de Renan, criando um mercado da miséria para se enriquecer.

“Em São Paulo havia uma ONG chamada Ainda Há Crack Resiste, em que eles lutam pela resistência da cracolândia. O usuário de crack ele tem que resistir. Como é que um usuário de craque tá resistindo? Ele tá desistindo, ele tá morrendo.”

Menção à vacina do crack

Renan menciona que está “saindo agora a vacina do craque”, descrevendo como “um alento monumental para acabar com esse flagelo” — mas afirma que não dá para esperar pela vacina sem agir enquanto isso.

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