Plano para Moradores de Rua

Conjunto de sete propostas articuladas apresentadas por Renan Santos para enfrentar a situação dos moradores de rua no Brasil. O pacote foi apresentado em resposta a uma acusação pública de que Renan “odiaria mendigos” — e ele reformula a posição dizendo que “não acha que tenha que ter morador de rua” e, por isso, quer “acabar com isso”.

As 7 propostas

  1. Censo “de guerra” — operação nacional para cadastrar todos os moradores de rua, com agentes de saúde e governo, registrando nome, endereço, origem, enfermidades, uso de droga e eventuais gravidezes. A justificativa é dimensionar o problema para dimensionar a solução.

  2. Imóveis vazios em parceria público-privada — catalogar imóveis vazios e usá-los via locação/parcerias com a iniciativa privada para receber moradores de rua aptos ao trabalho e à reinserção social. A distribuição seria espalhada (sem concentração), respeitando proprietário e bairro, e promoveria “rede de apoio interpessoal”.

  3. Fim da luta antimanicomial — afirma que “parte considerável dos moradores de rua” sofre de enfermidades mentais e que o Brasil tem metade dos enfermos que deveriam estar em leitos de manicômio. Cita o Japão como referência, “com 33 vezes mais leitos”.

  4. Internação compulsória por lei — aprovação de lei explícita, para que “ativistas de ONGs, gente de direitos humanos que ganha dinheiro público e privado sustentando essa miséria, e promotores de esquerda parem de encher o saco do poder público”.

  5. Frentes de trabalho para ressocialização — moradores em condição de melhora incluídos em frentes de trabalho remuneradas, para reconstruir vínculos e se reinserir socialmente “de maneira digna”.

  6. Tolerância zero ao tráfico (como peça de segurança pública) — combate a quem usa moradores de rua para “dominar áreas”, com referência explícita à cracolândia. Implica alteração da Lei de Execução Penal para endurecer a pena do traficante que “leva droga para o mendigo”.

  7. Proibição da mendicância — proibição da atividade nas cidades, com agravante quando há exploração de menores, pessoas doentes ou “cafetões” que regimentam moradores de rua para coletar dinheiro.

Usuários de crack: internação compulsória e ONG “Crack Resiste” (abril de 2026)

Em 23 de abril de 2026, Renan aprofunda o argumento sobre internação compulsória especificamente para usuários de crack:

“Um usuário de craque está num status pior do que uma criança de 7 anos. Ela não consegue fazer suas necessidades fisiológicas como uma criança de 7 anos faz. Ela não consegue se controlar. Portanto, as faculdades mentais dela colocam ela numa situação de vulnerabilidade em que ela precisa ser internada.”

Renan critica a ONG “Ainda Há Crack Resiste” (São Paulo), que defende a “resistência” de usuários de crack na cracolândia. Na sua análise, “resistência” na prática significa morte progressiva — e as ONGs ganham dinheiro via convênios públicos com prefeituras sustentando esse modelo. A rua é pública e paga via IPTU: não pode ser privatizada por quem a ocupa para usar drogas.

Menciona a vacina do crack em desenvolvimento como “alento monumental” — mas afirma que não dá para esperar sem agir.

Ver 2026-04-23 - O que fazer com crackudo.

Conexões com outras posições

Decisão de Alexandre de Moraes como obstáculo (fevereiro de 2026)

Em 2 de fevereiro de 2026, Renan cita uma decisão do STF de Alexandre de Moraes que, segundo ele, proíbe o “manejo” adequado de moradores de rua — impedindo que o poder público atue sobre pessoas que se apropriam de espaços públicos, usam drogas na rua ou agem de forma violenta. O episódio concreto é o caso de um morador de rua reincidente em Santa Catarina que agrediu sem motivo um homem que carregava a filha no colo.

Renan reafirma a proposta de prisão para quem recusar o albergue: “Se você está se apropriando de um espaço que é de todos, você está na prática tomando algo que as pessoas pagam via impostos.”

Ver 2026-02-02 - MAIS UM CASO DE VIOLÊNCIA EM SANTA CATARINA.

Aplicação em Curitiba

Em março de 2026, Renan visita o Marco Zero de Curitiba — considerada a melhor capital do Brasil — e documenta como a mistura de distribuição de alimentação (sopão/marmita) com o centro urbano cria concentração de moradores de rua a menos de 100m do ponto de venda de drogas. Comerciantes abandonaram o entorno.

Renan reafirma a proposta de legislação federal que impeça a permanência na rua e defende albergues fora do centro. Ver 2026-03-16 - A melhor capital do Brasil está virando uma Cracolândia.

Fontes