É assim que vou acabar com o crime organizado!

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Entrevista em que Renan explica o mecanismo de seu plano de combate ao crime organizado, com foco no papel dos governadores estaduais.

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Renan afirma que as forças de segurança nos estados “sabem o que fazer”, mas são impedidas pela ausência de vontade política dos governadores. Cita o Ceará como caso de leniência sistemática com o Comando Vermelho: já foi processado duas vezes pelo governador cearense por denunciar o avanço das facções, e suspeita que o governo “é especialmente leniente” com o CV. A mesma lógica vale para a Bahia sob o governador Jerônimo Rodrigues: a polícia reclama que quer agir mas não recebe o comando.

O episódio mais grave citado: durante a tomada da cidade de Santa Quitéria (CE) pelo crime organizado, o governo estadual discutia o programa “Pena Justa” — proposta de soltar mais bandidos por alegadas condições ruins nas cadeias.

A proposta federativa

Renan sustenta que o eleitor que escolheu sua candidatura o fez sobretudo pelo compromisso com a “destruição do crime organizado”. Chegando à presidência, os estados que se recusarem a cooperar nas operações — incluindo “tomada de espaços do território brasileiro” — enfrentarão estado de defesa específico, por tempo determinado, para retomada do território. A cooperação entre União e estados é condição necessária; sem ela, o governo federal age de qualquer forma.

“Não existe democracia em Santa Quitéria, no Ceará. Eu vou fazer um estado de defesa e vou utilizar as forças policiais e, se necessário, as forças armadas para fazer essas operações.”

Renan identifica Ceará e Bahia como os casos mais urgentes, afirmando que a situação do Ceará em mortes por 100 mil habitantes é “muito pior” do que a do Rio de Janeiro.

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