A verdade sobre André Mendonça e Xandão

Em 4 de setembro de 2026, Renan Santos diz que “a República tá acabando” e que todos querem seu pronunciamento sobre duas coisas: se a perseguição que diz sofrer do Judiciário tem relação com o que está acontecendo, e sobre a “guerra” entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. Sua tese central: “todo mundo no STF, salvo raras exceções, e todo mundo na política, salvo raras exceções, está envolvido no Escândalo Banco Master”.

Segundo Renan, Mendonça tem “nas mãos” Moraes — e agora também teria Flávio Bolsonaro “nas mãos”, inclusive a pedido da PGR. Por isso, diz que o Brasil precisa despertar e que o Senado tem que botar para andar o pedido de impeachment contra Moraes. Ele pede que Mendonça não caia na “armadilha de ser um ministro do STF que tem lado”: se tem a possibilidade de “destruir e revelar” o que acontece com Moraes, com Lula (envolvimento no INSS e no Banco Master) e com Flávio, que “derrube a todos” e “passe o Brasil a limpa”.

Renan afirma que o Brasil “já teve chances com Moro e outras lideranças”, mas “todo mundo acaba escolhendo um lado no final” — e que o único lado a escolher é o do povo e do Brasil, que não pode ficar na mão das “quadrilhas”: a do PT, a dos Bolsonaro e a dos ministros do STF. Ele cita como boa notícia o fato de Moraes ter tentado colocar Mendonça no seu inquérito e ter sido derrubado pelo ministro Fachin — “a primeira vez que o Alexandre de Moraes começa a perder, a ser derrotado”.

Renan sustenta que não se pode permitir que essas figuras façam acordo: segundo ele, Lula só está solto porque um acordo no STF o salvou, e Flávio só não foi preso porque fez acordo com o STF. Ele aponta que Flávio convoca uma manifestação em que “não tem coragem” de pedir o impeachment dos ministros do STF, e revela que o coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho, foi encontrar Gilmar Mendes para “apaziguar a relação” — o mesmo Rogério Marinho que, segundo Renan, não assina o pedido de impeachment contra Moraes. Para Renan, esses temas são usados “apenas como ferramenta eleitoral” enquanto o brasileiro paga a conta.

Renan diz estar “pagando um preço muito caro”, perseguido por Dias Toffoli e pelo Ministério Público Eleitoral “simplesmente porque eu falo a verdade sobre esse caso e não tenho rabo preso com ninguém”. Ele pede que as pessoas desobedeçam e saiam às ruas — não atrás de “caminhão de som de político vagabundo”, mas porque “você tem um país a salvar”: “se o povo despertar, eu estarei com o povo nas ruas, nunca acima dele”, ainda que as consequências para ele e para o Partido Missão sejam “provavelmente terríveis”.

Temas abordados

Pessoas mencionadas

  • André Mendonça — “tem nas mãos” Moraes e Flávio; Renan pede que não tenha lado
  • Alexandre de Moraes — impeachment no Senado; derrotado por Fachin ao tentar incluir Mendonça em inquérito
  • Flávio Bolsonaro — “nas mãos” de Mendonça; sem coragem de pedir impeachment; acordo com o STF
  • Lula — “só está solto porque um acordo no STF o salvou”
  • Gilmar Mendes — encontro com o coordenador de campanha de Flávio para apaziguar relação
  • Rogério Marinho — coordenador da campanha de Flávio; não assina impeachment contra Moraes
  • Daniel Vorcaro — da cadeia, controlaria o resultado das eleições na leitura de Renan
  • Dias Toffoli — acusado de perseguir Renan no TSE/MP Eleitoral

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