Mídia e Imprensa

Renan Santos tem criticado recorrentemente o tratamento dado à sua pré-candidatura pela grande imprensa, em especial pelos grupos Folha de S. Paulo e Globo. A crítica tem duas linhas principais: (1) invisibilização nas pesquisas e reportagens e (2) ataques pessoais crescentes à medida que sobe nas pesquisas.

Recado oficial à Rede Globo: “não estou pedindo apoio, estou pedindo respeito” (maio de 2026)

Em 13 de maio de 2026, Renan dirige um recado formal à Rede Globo como pré-candidato. O ponto central: em terceiro lugar nas pesquisas Atlas Intel, com presença em todos os podcasts e emissoras do Brasil exceto o grupo Globo, Renan apresenta gráfico mostrando que é o pré-candidato com menos citações na GloboNews. O ponto mais grave: a GloboNews fez matéria sobre políticas de segurança pública de todos os pré-candidatos e o omitiu — mesmo sendo suas propostas as que os outros copiaram.

Renan não faz ameaças, distanciando-se explicitamente de Lula e Bolsonaro, que tiveram conflitos abertos com a Globo. Classifica o apagamento como “sabotagem à ideia de democracia” e lembra que tentar sabotar uma candidatura acaba levantando-a. Menciona o “adesismo vexatório” da GloboNews nos três primeiros anos do governo Lula e um jornalista da emissora que se comunicava com ministro do STF via celular.

O convite: cobrir um evento ou chamar Renan para um programa, o mesmo que já faz com os demais pré-candidatos.

Ver 2026-05-13 - Por que a Rede Globo fica me escondendo.

PF usada como polícia política para calar manifestação (abril de 2026)

Em 27 de abril de 2026, Renan exibe vídeo de policial federal ameaçando cidadão que pendurou a palavra “ladrão” em prédio próximo a evento de Lula. O policial avisa que “vai dar problema” e que, quando o evento começar, “vêm em tudo”. O cidadão não citou Lula pelo nome.

Para Renan, o episódio é “ditadura em ato”: a PF foi acionada como instrumento político para proteger o presidente de manifestação legítima, sem qualquer ação judicial prévia — o que seria o único mecanismo legal para restringir liberdade de expressão.

“Basicamente é um uso arbitrário como se fosse uma polícia política para proteger o Lula de uma manifestação.”

Renan anuncia auxílio jurídico ao cidadão e classifica o policial como “absolutamente insano, ameaçando de maneira ilegal.”

Ver 2026-04-27 - PF do Lula censura cidadão.

Imprensa ignora 3º lugar de Renan nas pesquisas (abril de 2026)

Em 28 de abril de 2026, após subir para 3º lugar isolado (5,3%) na pesquisa Atlas Intel, Renan denuncia o apagamento pela imprensa: InfoMoney faz matéria sobre “terceira via” sem citá-lo; Estadão destaca Romeu Zema (5º lugar) ao invés de Renan.

“Por que esquecem da minha existência? Será porque nossas ideias são as que eles não estão aptos a entender?”

Ver 2026-04-28 - Por que esquecem da minha existência e 2026-04-28 - CONTINUAMOS SUBINDO!.

Censura judicial de Safadão: artista processa pré-candidato (abril de 2026)

Em 27-29 de abril de 2026, Wesley Safadão obteve liminar na Justiça do Ceará proibindo Renan de falar sobre seus shows públicos em municípios pobres. Renan denuncia como “o maior absurdo do país”: um pré-candidato à presidência impedido de denunciar gastos públicos por uma liminar obtida por artista beneficiado por tais gastos.

Ver 2026-04-29 - Fui censurado pelo Wesley Safadao e Corrupção Municipal.

Datafolha, Globo e feedback loop

Em 11 de abril de 2026, Renan gravou vídeo explicando o conceito de feedback loop para aplicá-lo ao noticiário político. Afirmou que o Datafolha (do grupo Folha) retirou seu nome dos cenários de segundo turno numa rodada em que ele vinha subindo nas buscas do Google e em outras pesquisas. A Globo, ao noticiar, não exibiu seu nome.

Sustenta que o efeito foi deliberado: como o feedback loop positivo (mais pesquisas → mais buscas → mais matérias → melhor desempenho) depende da exposição, a ausência nos telejornais e na pesquisa cria um loop negativo que trava o crescimento. Compara a estratégia ao que teria ocorrido com Trump, Milei e Bolsonaro antes de suas eleições.

Ataques pessoais

Em outro vídeo da mesma semana, Renan comentou acusações que passou a receber nas redes sociais e na imprensa: de ser nazista, de usar cogumelos, de ter dívidas insanáveis com a Receita Federal. Disse interpretar os ataques como confirmação de que a candidatura está crescendo, argumentando que esse é o padrão contra candidatos de direita em ascensão.

STF e a tentativa de derrubar a delação premiada

Em 9 de abril de 2026, Renan acusou Alexandre de Moraes de tentar pautar uma ação de 2021 dos advogados do PT para acabar com o instituto da delação premiada, justamente às vésperas da delação de Daniel Vorcaro. Trata o movimento como a peça central do que chama de “maior marmelada da história” — um esforço coordenado entre STF, grande imprensa e classe política para conter o Escândalo Banco Master. Ver 2026-04-09 - Xandão quer mudar delação premiada.

O “candidato fantasma” na CNN

Em 28 de março de 2026, Renan denunciou que a CNN Brasil havia divulgado uma pesquisa que listava Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Eduardo Leitemas sem o próprio Renan, que na pesquisa Atlas original aparecia em terceiro lugar, “com quase 5%”, à frente de Caiado. A CNN também teria cancelado uma entrevista já marcada com Renan para a segunda-feira seguinte. Renan sugere como explicação a proximidade do dono da emissora, Rubens Menin, com Lula e Flávio Bolsonaro. Ver 2026-03-28 - CNN LANÇA O CANDIDATO FANTASMA.

Censura e Oakberry

Em 19 de março de 2026, Renan denuncia que dois vídeos seus foram derrubados no Instagram por denúncia de Renato Haidar, cofundador da Oakberry (empresa de açaí ligada ao Banco Master e à Igreja Lagoinha Belvedere). Os vídeos tratavam da relação entre Oakberry, Lagoinha e Banco Master. Renan identifica a censura como retaliação por suas investigações.

Ver 2026-03-19 - MEU INSTAGRAM VAI CAIR.

Cinema nacional e a “obsessão pela ditadura”

Em março de 2026, Renan critica o padrão do cinema brasileiro financiado publicamente: praticamente toda produção relevante dos últimos anos — Cidade de Deus, Ainda Estou Aqui, Marighella, O Que É Isso, Companheiro?, O Agente Secreto — se passa no período da ditadura militar.

“Fazem você achar que o Brasil começou nos anos 60.”

Proposta: seu governo investirá em arte que “dignifique o Brasil” sem transformá-lo em objeto permanente de divisão. Anuncia sete propostas para a arte.

Ver 2026-03-17 - WAGNER MOURA PERDEU O OSCAR.

Censura no Instagram por proposta de penas duras (março de 2026)

Em 6 de março de 2026, Renan teve vídeos derrubados no Instagram após publicar conteúdo sobre tentativa de abuso de uma menor de 14 anos em Sorocaba, adicionando propostas de penas duras para agressores sexuais. O mesmo conteúdo havia circulado em outras páginas sem remoção. A Meta também suspendeu funcionalidades da conta: impossibilidade de responder mensagens, de fazer lives por um ano, de comentar em postagens.

Renan identifica um padrão: toda vez que ele mostra um caso de crime e propõe aumentar penas, o vídeo cai. Toda vez que apenas mostra o problema, não. Exigiu judicialmente a restauração dos vídeos e das funcionalidades.

“Eu vou fazer isso mesmo perdendo todas as minhas redes sociais.”

Ver 2026-03-06 - COMEÇOU A CENSURA CONTRA MIM.

Globo como aliada conjuntural contra o STF (março de 2026)

Em 7 de março de 2026, a Rede Globo publicou análise técnica das mensagens de Vorcaro que contradiz a nota oficial de Alexandre de Moraes — confirmando que o número que trocou mensagens com o banqueiro era do ministro. Renan, sem isentar a Globo de críticas históricas, reconhece o momento:

“Boa parte dos bancos brasileiros e até a Rede Globo estão contra não só o STF, mas boa parte da roubalheira que vem acontecendo no Brasil. Agora é hora de botar mais lenha na fogueira.”

Ver 2026-03-07 - Acredite se quiser - a rede Globo está salvando o Brasil.

O carnaval pró-Lula e a ação no TSE (fevereiro de 2026)

Em fevereiro de 2026, Renan usa o episódio do desfile de carnaval pró-Lula para ilustrar a fronteira entre comunicação política e propaganda eleitoral indevida. Uma escola de samba homenageou Lula com enredo transmitido em cadeia nacional pela Globo, financiado com dinheiro público via a Rei Juaná.

Renan ingressou com dois processos no TSE:

  • O primeiro (antes do desfile) tentou suspender o evento e foi negado.
  • O segundo (após o desfile) pede a proibição de uso das imagens do carnaval na campanha eleitoral de Lula — que era o objetivo final do governo.

A escola foi rebaixada por razões alheias ao processo. O ex-marqueteiro de Lula, João Santana, veio a público criticar a estratégia como “tiro pela culatra”. A imagem de Lula e do prefeito Eduardo Paes bebendo enquanto assaltos ocorriam nas ruas do Rio circulou amplamente.

Ver 2026-02-21 - DEU TUDO ERRADO NO DESFILE DO LULA e 2026-02-19 - PROCESSEI O LULA MAIS UMA VEZ; e Desfile do Carnaval 2026 e Escola de Samba Pró-Lula.

Luís Megali e a Band: jornalismo sem verificação (novembro de 2025)

Em 14 de novembro de 2025, logo após Renan aparecer pela primeira vez nas pesquisas presidenciais, o jornalista Luís Megali da Band veiculou uma checagem acusando Renan e Artur do Val de terem viajado à Ucrânia para “planejar pegar refugiadas” — baseando-se em imagens de garrafas empilhadas que, segundo ele, seriam coquetéis molotov em preparação.

Renan desmonta a afirmação mostrando que as garrafas eram o estoque de um bar. A verificação que qualquer jornalista faria assistindo ao vídeo original desfazia a interpretação de Megali. A crítica de Renan é estrutural: jornalistas que exigem que o público vá a “fontes verificadas” produzem, eles mesmos, conteúdo sem verificação básica, motivados por antipatia política.

Renan reitera que a viagem à Ucrânia foi legítima — MBL foi “o maior doador brasileiro para a resistência ucraniana”, atestado pelo Ministério Público — e conclui que está “usando a burrice de Megali para divulgar” a candidatura.

Ver 2025-11-14 - RENAN RESPONDE JORNALISTA BURRO.

A humorista alemã que “ganha dinheiro com piadas sobre o Brasil”

Em 19 de novembro de 2025, Renan critica uma humorista alemã que vive no Brasil, ganha dinheiro com humor sobre o país e chamou de “nazista” o chanceler alemão por ter criticado a COP30 e dito preferir Berlim a Belém. Para Renan, ela representa um tipo de estrangeiro que quer manter o brasileiro numa imagem folclórica de “Zé Carioca” porque isso gera likes — e namora um MC que, segundo Renan, normaliza o tráfico.

A crítica central: estrangeiros que lucram da imagem decadente do Brasil não têm direito de silenciar quem aponta os problemas. Renan contrapõe à “bunda danita” sua visão de Brasil competitivo como a Embraer.

Ver 2025-11-19 - Resposta para a humorista alemã e COP30 — Legado em Belém.

Fontes