Essa é minha posição oficial sobre o caso Alexandre de Moraes e meu comunicado sobre manifestações.
Em 5 de setembro de 2026, Renan Santos grava um pronunciamento que ele apresenta como sua posição oficial sobre o caso Alexandre de Moraes e seu “anúncio sobre manifestações e combate ao atual ministro do STF envolvido no escândalo do Banco Master”. Ele abre dizendo que “o Brasil precisa agir contra Alexandre de Moraes e todos os envolvidos no escândalo do Escândalo Banco Master” — e reforça: “quando eu digo todos, eu digo todos”. A lista inclui, segundo ele, Lula, “os membros do governo dele”, “gente do centrão”, empresários e ministros do Supremo. Renan afirma ter sido ele próprio “vítima do Dias Toffoli essa semana”.
Renan apresenta uma pauta de três exigências: que o Brasil “saia às ruas” para que tudo venha à tona; que as conversas do banqueiro Daniel Vorcaro com todas as autoridades da República sejam disponibilizadas à imprensa; e que todo mundo que recebeu dinheiro de Vorcaro seja exposto, sabendo a população “que a justiça vai julgá-los”. Diz acreditar que “todo brasileiro concorda” com essa premissa.
A partir dela, anuncia três posições. A primeira: não sairá às ruas com Flávio Bolsonaro. Renan afirma que Flávio e sua família “receberam dezenas de milhões de reais do Daniel Vorcaro, igualzinho o Alexandre de Moraes”, e compara a aliança a marchar com Lula pedindo a prisão de Marcelo Odebrecht no petrolão — “não tem nenhum sentido”. Ele mostra a convocação de manifestação publicada nas redes de Flávio e observa que o nome de Alexandre de Moraes “não é citado nenhuma vez” — nem o do STF —, mas aparecem “vários candidatos do PL”, o que, na sua leitura, revela “um comício” eleitoral. Renan acrescenta que, na sexta-feira anterior, o coordenador de campanha de Flávio, Rogério Marinho, foi até Gilmar Mendes “fazer as pazes com ele, evitando crises” — o mesmo Marinho que “se negou a assinar o pedido de impeachment do Alexandre de Moraes”. Conclui: “nem eu, nem a população brasileira devemos fazer papel de trouxa num comício eleitoral para eleger gente do PL” — “o mesmo PL que não faz nada contra o senhor Alexandre de Moraes e nada contra a corrupção”.
A segunda posição é a proposta de um manifesto de grandes lideranças brasileiras: “um documento assinado demonstrando que nós não aceitamos mais uma Suprema Corte que interfere na nossa vida como tá interferindo e que participa de escândalo de corrupção”. A terceira é o anúncio de um calendário de atos e manifestações pelo Brasil para “despertar a população” — que, diz ele, ocorrerá em período eleitoral: “eu tô disposto a sacrificar um pedaço da minha campanha se isso ajudar a despertar os brasileiros para esse grande problema”.
Renan encerra afirmando que “o nosso país está entregue na mão dos corruptos” e que Vorcaro “manda no resultado das eleições”: se nada for feito, “a gente vai ver uma gigantesca pizza acontecer”, “com um sabor Lula de um lado e do outro lado um sabor Flávio Bolsonaro”. Pede que quem “não aceita isso” aguarde “os próximos anúncios”, concluindo: “nós estaremos nas ruas e nós estaremos com você”. Ver Manifesto contra o STF e Calendário de Atos.
Temas abordados
- STF e Ativismo Judicial — posição oficial sobre o caso Alexandre de Moraes; manifesto e calendário de atos
- Crítica à Direita Tradicional — recusa de dividir o palanque com Flávio Bolsonaro; o PL como “comício”
- Escândalo Banco Master — exigência de expor as conversas de Vorcaro e quem recebeu o dinheiro
Posições defendidas
- Recusa de participar de manifestações ao lado de Flávio Bolsonaro (ver Manifesto contra o STF e Calendário de Atos)
- Proposta de um manifesto assinado por “grandes lideranças brasileiras” contra a atuação do STF
- Anúncio de um calendário nacional de atos e manifestações, com disposição de “sacrificar um pedaço da campanha”
- Liberação à imprensa das conversas de Daniel Vorcaro com autoridades e exposição de quem recebeu dinheiro do banqueiro
Pessoas mencionadas
- Alexandre de Moraes — alvo central do pronunciamento
- Flávio Bolsonaro — Renan recusa dividir o palanque: dinheiro de Vorcaro e conluio com o PL
- Lula — citado entre os “envolvidos no escândalo”
- Rogério Marinho — coordenador de campanha de Flávio; ida a Gilmar Mendes
- Gilmar Mendes — recebeu o coordenador de campanha de Flávio “para apaziguar”
- Daniel Vorcaro — suas conversas deveriam ser liberadas à imprensa
- Dias Toffoli — Renan diz ter sido sua vítima naquela semana
