Em 5 de setembro de 2026, Renan Santos anunciou em pronunciamento oficial um plano de mobilização nacional contra o Supremo Tribunal Federal em torno do Escândalo Banco Master. O plano tem três componentes: uma pauta de exigências, um manifesto assinado por lideranças e um calendário de atos de rua — e vem acompanhado de uma recusa explícita de dividir palanque com Flávio Bolsonaro.
As três exigências
Renan pede que o Brasil “saia às ruas” para que “tudo venha à tona” sobre o caso do Banco Master e apresenta duas medidas concretas de transparência:
- Que as conversas de Daniel Vorcaro com todas as autoridades da República sejam disponibilizadas para a imprensa.
- Que todo mundo que recebeu o dinheiro de Vorcaro seja exposto, para que “a população saiba que a justiça vai julgá-los”.
Ele estende o alvo a “todos os envolvidos”: Lula, “os membros do governo dele”, “gente do centrão”, empresários e ministros do Supremo.
Posição 1: não sair às ruas com Flávio Bolsonaro
Renan afirma que não irá às ruas ao lado de Flávio Bolsonaro porque, segundo ele, Flávio e sua família “receberam dezenas de milhões de reais do Daniel Vorcaro, igualzinho o Alexandre de Moraes”. Ele compara a hipótese a marchar com Lula pedindo a prisão de Marcelo Odebrecht no petrolão — “não tem nenhum sentido” — e diz que a convocação de Flávio não cita Alexandre de Moraes nem o STF, apenas candidatos do PL, o que caracterizaria “um comício” eleitoral. Cita ainda que o coordenador de campanha de Flávio, Rogério Marinho, foi a Gilmar Mendes “fazer as pazes” — o mesmo Marinho que se negou a assinar o pedido de impeachment do ministro. Conclusão: “nem eu, nem a população brasileira devemos fazer papel de trouxa num comício eleitoral para eleger gente do PL”.
Posição 2: manifesto de grandes lideranças
Renan propõe um manifesto assinado por “grandes lideranças brasileiras” — “um documento assinado demonstrando que nós não aceitamos mais uma Suprema Corte que interfere na nossa vida como tá interferindo e que participa de escândalo de corrupção”.
Posição 3: calendário nacional de atos
Renan anuncia um calendário de atos e manifestações pelo Brasil para “despertar a população”, reconhecendo que ocorrerá em período eleitoral: “eu tô disposto a sacrificar um pedaço da minha campanha se isso ajudar a despertar os brasileiros para esse grande problema”. Ele encerra pedindo que o público “aguarde os próximos anúncios”: “nós estaremos nas ruas e nós estaremos com você”.
Em 9 de setembro de 2026, Renan confirma que a campanha fará “eventos em vários estados do Brasil”, com evento em São Paulo naquele dia, e promete um “anúncio muito doido” (ver 2026-09-09 - Boas notícias!).
Relação com outras posições
A pauta de rua convive com as propostas institucionais de Renan para a Corte — ver Propostas para o STF e STF e Ativismo Judicial.
Fontes
- 2026-09-05 - Essa é minha posição oficial sobre o caso Alexandre de Moraes e meu comunicado sobre manifestações — anúncio das três posições: não sair com Flávio, manifesto de lideranças e calendário de atos
- 2026-09-09 - Boas notícias! — confirmação de eventos em vários estados e de um anúncio por vir
