Expulsão de ONGs Estrangeiras

Renan Santos defende a expulsão do Brasil de ONGs financiadas por governos e fundações estrangeiras que, segundo ele, atuam para bloquear projetos brasileiros de infraestrutura e exploração de recursos naturais.

O que propõe

  • Bloquear a entrada de dinheiro estrangeiro destinado a ONGs atuantes no Brasil.
  • Expulsar as ONGs envolvidas na ação contra a Ferrogrão, incluindo nominalmente Instituto Kabu, APIB e ISA.
  • Tratar o tema como questão de segurança nacional.

Justificativa

Renan identifica um padrão: o financiamento dessas ONGs vem da União Europeia, de Noruega e Alemanha (via Fundo Amazônia), da Fundação Gordon & Betty Moore, do ator Leonardo DiCaprio e da Amazon Watch. Todos, segundo ele, países e organizações com interesse em restringir o agro brasileiro ou com ambições territoriais na Amazônia.

Conecta o caso Ferrogrão a outros bloqueios que atribui ao mesmo vetor: barreiras à importação de fertilizantes e bloqueio da exploração de petróleo na margem equatorial (Amapá).

No vídeo “O agro brasileiro pode quebrar” (5 de abril), Renan eleva o tom e propõe qualificar como “terrorismo e sabotagem” a atuação de ONGs ou agentes que impeçam a produção nacional de fertilizantes, tratando o bloqueio de fosfato e potássio como questão de segurança alimentar e, portanto, de segurança nacional. Ver 2026-04-05 - O agro brasileiro pode quebrar.

Ver também Soberania Nacional e ONGs Estrangeiras.

ONGs “de favela” e a “cafetinagem da miséria”

No vídeo 2026-03-27 - VOU PERDER MINHA CANDIDATURA, Renan estende o argumento a ONGs que atuam em favelas, respondendo a um processo movido por uma delas. A acusação que formula é a de que essas entidades seriam sustentadas por dinheiro gringo e existiriam para “ficar fazendo políticas sociais que, no fundo, é dinheiro no bolso deles”. Classifica o arranjo como “indústria da miséria” e “cafetinagem da miséria”.

No Plano para Moradores de Rua, a crítica reaparece no contexto da proposta de internação compulsória — a justificativa explícita é impedir que “ativistas de ONGs, gente de direitos humanos que ganha dinheiro público e privado sustentando essa miséria, e promotores de esquerda continuem encher o saco do poder público”. Ver 2026-04-01 - Eu odeio mendigo.

ONGs de segurança e a crise do Rio (outubro de 2025)

Em 29 de outubro de 2025, Renan incluiu pela primeira vez a proibição de ONGs financiadas por Ford Foundation, Rockefeller Foundation e Open Society Foundation como ponto explícito de seu programa de segurança pública — com deportação imediata de seus representantes. O contexto é a crise de segurança no Rio de Janeiro: para Renan, essas fundações financiam organizações que defendem o “direito penal mínimo” e sabotam operações policiais. Ver 2025-10-29 - Minha proposta para os governadores e Proposta para Governadores Anti-Crime.

Fontes