Carga Tributária

Renan Santos tem como um dos pilares do seu discurso econômico a crítica ao nível da tributação no Brasil. A tese central é sintetizada na frase que ele repete: “o Brasil cobra impostos como se fosse a Suécia, mas entrega serviços como se fosse a África”.

Taxa das blusinhas: criada para arrecadar, revogada como “presente” eleitoral (maio de 2026)

Em 12 de maio de 2026, Renan denuncia a revogação da taxa de importações de baixo valor (“taxa das blusinhas”) por Lula como fraude eleitoral clássica: apresentar como presente algo que o próprio governo criou.

A taxa foi imposta em 2023 com duas promessas: não seria repassada ao consumidor, e industrializaria o Brasil. Ambas eram falsas, segundo Renan — serviu apenas para arrecadação. No ano eleitoral, Lula a revoga e comemora como benefício ao povo. Para Renan, isso é parte de uma estratégia de nichos eleitorais: taxa das blusinhas para mulheres, vale-gás para pobres do Nordeste, Desenrola para endividados, benefícios para motoristas de Uber.

O ponto mais forte da crítica: Flávio Bolsonaro elogiou publicamente a revogação — “Parabéns pela revogação da taxa das bluzinhas” — mostrando que PT e PL servem ao mesmo projeto.

Ver 2026-05-12 - URGENTE - a nova mentira do Lula.

Vinícola em São Joaquim (SC): mais imposto para o vinho nacional do que para o importado (abril de 2026)

Em 24 de abril de 2026, em visita à Fazenda Suzin em São Joaquim (SC), Renan registra uma distorção tributária concreta: o governo brasileiro cobra mais imposto para produzir vinho no Brasil do que para importá-lo de outros países. O produtor da vinícola confirma que isso retira competitividade do produto nacional.

Outros obstáculos relatados: leis trabalhistas “absurdas”, perseguição do Ministério Público do Trabalho, falta de estradas e escoamento. A vinícola produz o Monteputiano Suzin (uva savinho blanco), comercializado por mais de R$ 230 a garrafa — exemplo de agro com alto valor agregado.

“O governo brasileiro cobra mais imposto para você fazer um vinho no Brasil do que importar de outros países. É bizarro.”

Ver 2026-04-24 - Essa vinícola vai te mostrar todo o potencial do agro.

Diagnóstico

Em gravação de 13 de abril de 2026, Renan cita que a carga tributária brasileira atingiu 32,4% do PIB, o maior nível da série histórica, com peso do aumento de impostos federais. Argumenta que esse nível de tributação seria compatível com um país de primeiro mundo, mas é acompanhado por serviços públicos de qualidade baixa: SUS, estradas sem acostamento, educação nos piores rankings internacionais e corrupção recorrente.

Sustenta que o país caminha para uma crise fiscal — estima que o Brasil pode quebrar até 2028 por falta de dinheiro, não porque arrecade pouco, mas porque gasta mal. O ciclo que ele descreve: gasto ruim pressiona os juros, o que pressiona novos aumentos de imposto, o que aprofunda a crise.

Estado x cidadão

Em outro vídeo, Renan critica o programa Vale-Gás do governo Lula como exemplo da lógica de “dar com uma mão e tirar com a outra”: o governo anuncia auxílios visíveis enquanto aumenta impostos embutidos nos produtos que a mesma população consome. Argumenta que o aumento de imposto é feito “quietinho”, sem propaganda.

Saída proposta

A resposta que ele apresenta é a sua reforma fiscal, que pouparia segundo ele R$ 3,3 trilhões em 10 anos, mexeria em “todas as mamatas” e, na prática, reduziria juros e impostos.

MEI e o contra-exemplo

Em março de 2026, o debate em torno da correção do limite do MEI exemplificou, na visão de Renan, a lógica tributária do governo Lula. A isenção do MEI representa apenas 1,61% das isenções fiscais totais do país — o restante vai para grandes empresas, Zona Franca de Manaus e manobras contábeis corporativas. Mesmo assim, Haddad bloqueou a simples atualização do teto do MEI pela inflação, alegando responsabilidade fiscal.

Renan defende que o corte certo não é tributar os 25 milhões de MEIs, mas eliminar “penduricos do judiciário”, fundir municípios e passar pente-fino no BPC e Bolsa Família.

Ver 2026-03-17 - NOTICIA IMPORTANTE SOBRE O MEI!.

Impostos sobre eletrônicos e o celular como instrumento de trabalho

Em 5 de março de 2026, Renan propõe corte de impostos sobre celulares, eletrônicos, computadores e tecnologias de saúde e bem-estar. Argumento: o celular é o principal instrumento de trabalho do entregador de aplicativo, do autônomo, do microempreendedor. Taxá-lo é taxar o trabalho.

“Por que o celular do brasileiro precisa ser ruim? Só porque o governo quer taxar?”

Contraposição direta a Haddad, que naquela semana anunciou nova taxação sobre os mesmos produtos. Ver 2026-03-05 - No meu governo vai ter iPhone e picanha.

Taxa das blusinhas (setembro de 2025)

Em 8 de setembro de 2025, Renan comenta que a “taxa das blusinhas” — alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$50, aprovada em junho de 2024 — arrecadou quatro vezes menos que o previsto e reduziu o consumo de 14 milhões de brasileiros.

Sua crítica: a taxa não gerou o desenvolvimento industrial prometido, apenas eliminou o acesso direto do consumidor pobre a produtos baratos da China — beneficiando intermediários como o Magazine Luiza. Defende a revogação de todas essas taxas.

“Vai derrubar todas essas taxas merda e [dane-se] a Magalu.”

Ver 2025-09-08 - Que se Dane a MAGALU!.

Taxação de CPU e GPU: sabotagem à IA

Em 27 de fevereiro de 2026, Renan denuncia que Haddad incluiu CPU e GPU na lista de produtos importados com alíquotas duplicadas. Essas unidades são necessárias para investimento em inteligência artificial e data centers. O efeito prático: tornar o Brasil inviável para data centers, enquanto a Argentina de Milei atraiu US$ 25 bilhões do Stargate (OpenAI) com política oposta.

Caso concreto: data center do TikTok em Fortaleza (perto do Porto de Pecém), que geraria dezenas de milhares de empregos no Nordeste, perde viabilidade com a taxação.

“Taxar coisas necessárias no momento que a inteligência artificial pode mudar o mundo é simplesmente coisa de idiota.”

Renan anuncia que, na primeira semana de governo, revogará todas as taxações do Haddad por decreto. Ver 2026-02-27 - EU VOU REVOGAR TODAS AS TAXAÇÕES DO HADDAD.

IPVA: sabotagem de Haddad ao projeto de 1%

Em 4 de março de 2026, Renan denuncia que Haddad mobilizou sua base parlamentar para bloquear a PEC de Kim Kataguiri que reduziria o IPVA a 1%. O projeto compensaria a perda de arrecadação com corte de gastos em propaganda governamental. Para Renan, o bloqueio é deliberado: o IPVA tributa principalmente trabalhadores e autônomos — exatamente quem não vota no PT.

“O IPVA é literalmente um sistema de transferência de dinheiro de quem trabalha e produz para quem vota no PT.”

Ver 2026-03-04 - HADDAD QUER SABOTAR O PROJETO DE 1% DE IPVA DO KIM KATAGUIRI.

1.200 produtos com alíquota 25%: o pacote de fevereiro (fevereiro de 2026)

Em 24 de fevereiro de 2026, em pleno ano eleitoral, o ministro Haddad anunciou aumento de 25% nas tarifas de importação de mais de 1.000 itens. Renan classifica como “uma máquina” de taxação — combinando arrecadação compulsória e proteção de lobbies.

Produtos afetados de destaque:

  • Celulares — instrumento de trabalho da maioria dos brasileiros autônomos.
  • Bens de capital (máquinas para aumentar produção) — encarecer o investimento produtivo.
  • Reatores nucleares e navios de guerra — sabotagem da soberania energética e militar.

A contradição fiscal simultânea: ao mesmo tempo em que taxava, o governo expandia sua própria folha de pagamento em mais de R$ 4 bilhões.

A lógica do lobby: a Zona Franca de Manaus, com sua bancada, é beneficiada porque os eletrônicos similares produzidos ali ficam protegidos da concorrência. Resultado: todo o Brasil consome produtos piores e mais caros para garantir votos no Amazonas.

Combinado com a proposta de alterar a escala 6x1, o pacote criaria uma pressão dupla sobre o pequeno empresário: produção mais cara e relações trabalhistas mais rígidas.

“Traduzindo: se você é um pequeno empresário, você vai se ferrar.”

Proposta de Renan: revogar toda essa taxação nos primeiros dias de governo.

Ver 2026-02-24 - GOVERNO LULA TAXA MAIS DE 1,2 MIL PRODUTOS IMPORTADOS.

Fontes