Política Externa e Geopolítica

Renan Santos apresenta uma visão geopolítica que combina alinhamento com os Estados Unidos, crítica ao eixo BRICS, ambição de potência para o Brasil e recusa à submissão a qualquer bloco externo.

A intervenção na Venezuela e seus efeitos (janeiro de 2026)

Em janeiro de 2026, Trump depôs o regime de Maduro — evento que Renan descreve como um ponto de inflexão para a América Latina inteira. Sua análise é ambivalente:

O que é positivo:

  • Derrota um regime “corrupto, opressivo, ligado ao narcotráfico”
  • Reduz o poder relativo de China e Rússia no continente
  • Enfraquece a influência de Lula regionalmente
  • Trump “sai gigante”: resolve petróleo, migração hispânica, drogas, poder da China

O que é derrota para o Brasil: O Brasil, em todas as últimas administrações (Lula, Dilma, Bolsonaro, Temer), não fez nada para depor Maduro — ao contrário, investiu no regime venezuelano. Renan classifica isso de “vexatório.” Com os EUA agora com um entreposto direto na Venezuela, o Brasil terá de lidar com “essa presença incômoda” logo ao lado.

“Ao não exercer esse papel de liderança, nem moral, nem econômica, nem militar, os Estados Unidos o fizeram.”

Renan descreve o movimento como uma nova Doutrina Monroe: a América Latina como reserva de recursos humanos e naturais controlada pelos EUA. Os interesses específicos citados: terras raras brasileiras e petróleo venezuelano.

O Brasil como “próximo caso”

Em 2026-01-03 - Qual o próximo país, Trump, Renan usa como recurso retórico uma lista de características de um país hipotético — sem liberdade de expressão, aliado da China, tomado pelo narcoterrorismo, democracia disfuncional, prisões políticas, milícias disfarçadas de movimentos sociais — para concluir que está descrevendo o Brasil. A lição da Venezuela é que a oposição brasileira, “muito estúpida e corrupta”, pode permitir o mesmo destino.

O que um presidente faria imediatamente

Em 2026-01-03 - Pronunciamento Oficial - O que eu faria AGORA se eu fosse Presidente da República, Renan lista medidas imediatas:

  1. Militarizar a fronteira de Roraima e não receber mais refugiados venezuelanos; repatriar os já no Brasil
  2. Bombardear traficantes que tentem usar o Brasil como rota alternativa após o fechamento do caminho americano
  3. Preparar o Brasil, junto com outros países da América do Sul e apoio americano, para destruir o narcotráfico também na Bolívia, Colômbia e outros países

O mundo baseado em força

A tese central é expressa no vídeo 2026-02-28 - KHAMENEI ESTÁ MORTO:

“É um mundo baseado em força e se você for fraco, mas quer meter o bedel em tudo, é capaz de vir uma bomba americana na tua cabeça.”

A morte de Khamenei e a derrubada do regime iraniano por Trump são apresentadas como evidência de que a “política externa de força” americana é real, não retórica. No mesmo campo, Renan coloca a derrubada do governo da Venezuela.

Crítica ao eixo BRICS e à política do PT

O PT apostou décadas em um eixo político alternativo — Irã, China, Venezuela — como contrapeso aos EUA. Com o regime iraniano caindo e a Venezuela enfraquecida, essa aposta resulta em isolamento e fraqueza para o Brasil.

“O Brasil fez uma aposta com o PT de décadas em se apoiar no Irã, em se apoiar na China, em se apoiar na Venezuela e ele vê todo mundo caindo como um castelo de cartas.”

Brasil-EUA como “força estabilizadora”

Renan afirma ter conversado com lideranças norte-americanas durante visita aos EUA e defende a parceria:

“Acredito que o Brasil e os Estados Unidos podem ter uma força estabilizadora no mundo.”

Mas essa parceria exige que o Brasil recupere seus próprios territórios controlados pelo crime organizado e deixe de ser vassalo da China.

Terras raras: terceira via entre Lula e Flávio

No vídeo 2026-03-31 - O PT começou a atacar o Flávio Bolsonaro, Renan diagnostica um erro simétrico: Lula negociava terras raras com os EUA de forma submissa; Flávio faz o mesmo no CPAC. A proposta de Renan:

  • EUA e China que quiserem acesso às terras raras precisam instalar empresas no Brasil com sócios brasileiros e trazer a cadeia produtiva inteira.
  • Construir a ferrovia bioceânica (Bahia–Peru) com financiamento tanto dos EUA quanto da China.
  • Negociar com os dois sem submissão.

A bomba atômica como símbolo de soberania

Renan usa a expressão “Brasil com bomba atômica” como símbolo de ambição soberana — não como proposta operacional, mas como contraste com a atual posição de vassalagem:

“Chegou a hora de sonhar em ter bomba atômica. Chegou a hora de sermos um país grande, que é o que nascemos para ser.”

Ver Ambição Nacional e Soberania Tecnológica.

Fontes