Corrupção Municipal
Durante sua viagem pelo Maranhão em abril de 2026, Renan Santos usou episódios concretos para denunciar o que descreve como falência administrativa e desvio de recursos em prefeituras do interior. O tema aparece conectado à sua proposta de fusão de municípios e à defesa de intervenção federal.
Chapada Gaúcha: cassação de vereadora que denunciou agressor sexual (maio de 2026)
Em 18 de maio de 2026, Renan denuncia o caso da vereadora Luana, de Chapada Gaúcha (MG), que apresentou projeto proibindo homens condenados por importunação sexual de participar de concursos públicos. Um funcionário comissionado com histórico de condenação por importunação sexual passou a praticar stalking contra Luana e outra vereadora — divulgando fotos e montagens com seus rostos. Em vez de punir o agressor, o presidente da Câmara abriu processo de cassação das vereadoras, com apoio do prefeito Rony Rodrigues.
O contexto do município: 50% da população sem água encanada, apenas 10% com emprego formal. Renan conclui que o prefeito deveria perder direitos políticos no seu governo por não cumprir metas de desempenho.
Ver 2026-05-18 - Querem cassar a Luana, vereadora da Chapada Gaúcha.
Turilândia: população celebra soltura de prefeito ladrão (maio de 2026)
Em 13–15 de maio de 2026, Renan produz dois vídeos sobre a cidade de Turilândia (MA) após imagens de moradores fazendo motociata para celebrar a soltura do prefeito Paulo Curió, preso por desvio de R$ 56 milhões.
Dados apresentados: 31.000 habitantes, menos de 1.000 com emprego formal, 97% do orçamento municipal vem de repasses federais, apenas 0,48% tem esgoto, 76% usa fossa rudimentar ou buraco. Renan classifica Turilândia como uma cidade que “não deveria existir como município” — deveria ser fundida.
A análise estrutural: o dinheiro desviado veio de trabalhadores de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e demais estados produtivos. A população local não gerou esse recurso, não se sente roubada e celebra o retorno do prefeito esperando “um carguinho.” Renan generaliza: Alcolumbre (AP), Artur Lira (AL) e Ciro Nogueira (PI) são “prefeitos de Turilândia” com poder desproporcional no Congresso, extraindo recursos de quem produz.
A solução proposta: lei de responsabilidade gerencial com metas objetivas, inelegibilidade de 8 anos para prefeitos que não cumprirem metas.
Ver 2026-05-13 - POPULAÇÃO DE TURILÂNDIA COMEMORA SOLTURA DE PREFEITO PRESO POR DESVIAR R$ 56 MILHÕES e 2026-05-15 - Turilândia, no Maranhão, é um caso a ser estudado.
Richard Rasmussen e a PRF: punir honestos, proteger criminosos (fevereiro de 2026)
Em 25 de fevereiro de 2026, Renan usa o episódio de Richard Rasmussen — youtuber abordado pela PRF ao documentar as condições da Transamazônica em veículo off-road — como metáfora para o padrão estrutural do Estado brasileiro.
Ao mesmo tempo que a PRF apreende o veículo de Rasmussen, caminhões com madeira ilegal passam livremente pela mesma estrada. Renan estende a comparação:
“O Brasil é montado hoje como uma operação de extrair dinheiro de pessoas honestas e proteger pessoas desonestas.”
Exemplos paralelos citados:
- Fiscais da Receita, MPT e outros órgãos sobre pequenas empresas — enquanto dono de banco que “compra as pessoas certas” circula de jatinho
- Prefeitura que monta aparato para multar e tomar carro — sem nada contra quem rouba celular
- Contribuinte pessoa física na malha fina — enquanto grandes empresários “negam dinheiro” sem consequências
Renan apresenta o Partido Missão como “instrumento de guerra” para que a “pessoa honesta vá para cima dos vagabundos”, e alerta contra a tentação de aderir ao “projeto de maioria” (Lula ou Flávio) para “levar um pouco de vantagem.”
Ver 2026-02-25 - ESSE VIDEO DO RICHARD RASMUSSEN VAI TE DEIXAR PTO.
Censura judicial de Safadão a Renan: liminar para silenciar denúncias (abril de 2026)
Em 27-29 de abril de 2026, Wesley Safadão obteve liminar na Justiça do Ceará proibindo Renan Santos de falar sobre os shows públicos do cantor em municípios pobres. Renan a descreve como “um dos maiores absurdos do país” — um pré-candidato à presidência impedido judicialmente de denunciar gastos públicos.
O vídeo original (27/04) documentava: entre 2024 e 2025, Safadão fez mais de 50 contratos com municípios públicos, totalizando R$ 52 milhões. Casos listados com detalhe:
| Município | Estado | Habitantes | Cachê | Forma de pagamento |
|---|---|---|---|---|
| Malhador | SE | 11.700 | R$ 900.000 | Emenda Pix de deputado federal |
| Pires Ferreira | CE | ~10.000 | R$ 800.000 | Dispensado de licitação |
| Areia Branca | SE | — | R$ 500.000+ | — |
| Conceição do Jacuípe | BA | — | Multimilionário | — |
Renan cita também a relação de Safadão com o deputado Júnior Mano (CE): passeios de jatinho e uso de emendas para shows — violação do princípio da impessoalidade no serviço público.
O argumento: o problema não é só Safadão, é um esquema estrutural envolvendo o “circuito sertanejo, tecnobrega, forró e grandes DJs” — compra de consciências com “pão e circo” em locais que não têm condições de se sustentar, enquanto educação, saneamento e saúde são negligenciados.
Ver 2026-04-27 - Wesley Safadão não quer que eu seja Presidente e 2026-04-29 - Fui censurado pelo Wesley Safadao.
DJ Alock e o judiciário cúmplice no Piauí (abril de 2026)
Em 26 de abril de 2026, Renan denuncia o caso do DJ Alock no Piauí como exemplo de como o judiciário estadual funciona como aliado da classe política no esquema de shows com dinheiro público.
A Justiça de primeira instância cancelou um show de R$ 1,8 milhão aos cofres públicos do estado, argumentando que um lugar com indicadores ruins em saneamento, saúde e educação não pode fazer essa alocação de recursos. Ao recorrer, a decisão chegou a um desembargador — que reverteu a suspensão. O show tinha patrocínio do governo estadual em ano eleitoral.
Perfil do DJ Alock segundo Renan: artista “moderno” que vive da “coisa mais arcaica” — shows públicos. Tem relações políticas com Efraim Filho (Rueda do União Brasil) e Ciro Nogueira (PP).
“Nós não podemos ser o país da cigarra, nós temos que ser o país da formiga. Primeiro o trabalho e depois a festa.”
Ver 2026-04-26 - O Brasil não é para amadores!.
O “efeito Renan”: exposição pública gera ação (abril de 2026)
Em 26 de abril de 2026, Renan documenta o que chama de “efeito Renan”: suas visitas a locais degradados geram primeiro negação da classe política, depois ação corretiva — provando que a exposição funciona como instrumento de pressão.
Dois casos documentados:
- Pinheirinho (Criciúma/SC): após a visita de Renan ao bairro tomado por facção criminosa, o governador mandou polícia gravar vídeo negando o problema. Resultado: operação policial foi realizada, traficantes e crackudos foram presos.
- Imperatriz (MA): Renan filmou obra de bloquetes paralisada; a deputada Janaína gravou vídeo dizendo que “estava em execução e era processo normal”. Três semanas depois, a obra foi efetivamente retomada.
“Santa Catarina e Maranhão são mais parecidos do que imaginam. A classe política de ambos os estados é muito ruim.”
Ver 2026-04-26 - Conhecem o efeito Renan.
MP da Paraíba aciona contra cachê de Safadão em Coxixola (maio de 2026)
Em 3 de maio de 2026, o Ministério Público de Contas da Paraíba protocolou ação exigindo o cancelamento do pagamento de R$ 1,3 milhão de cachê a Wesley Safadão por show na cidade de Coxixola (PB) — com aproximadamente 100 habitantes. O show total custaria R$ 25 milhões; o cachê de Safadão equivaleria a 61% do orçamento de educação da cidade.
Renan atribui o resultado à pressão pública que liderou e afirma que outros shows estão sendo cancelados ao redor do Brasil. Cita o total anual gasto em shows em municípios brasileiros: R$ 5,3 bilhões.
“A política local nesses lugares quer que você viva na ignorância, quer que você não saiba ler e escrever para você continuar caindo na política de pão e circo.”
Ver 2026-05-03 - O JOGO TÁ VIRANDO CONTRA O WESLEY SAFADÃO.
Festival “Melodia”: música negra sem artista negro, com dinheiro do Ministério da Cultura (maio de 2026)
Em 2 de maio de 2026, Renan denuncia o “Festival Melodia” realizado em Ceilândia (DF) com financiamento do Ministério da Cultura: zero artistas negros no lineup, MC Melody como headliner, e a cidade com 27% dos domicílios em insegurança alimentar e a maior favela do Brasil (Sol Nascente).
Renan aponta dois modelos de uso criminoso de shows com dinheiro público:
- Político: shows como ferramenta de manutenção de bases eleitorais.
- Crime organizado: shows privados como instrumento de lavagem de dinheiro do tráfico.
Ver 2026-05-02 - Um festival de música negra sem músico negro, mas com muito dinheiro público.
Coroadinho (São Luís, MA): artistas protestam com grafite, saneamento permanece igual (maio de 2026)
Em 2 de maio de 2026, Renan volta ao Coroadinho (São Luís) — que havia denunciado anteriormente como “lixão em praça pública” — e constata que artistas locais protestaram contra sua cobertura fazendo grafites no local. A inspeção mostra que nada mudou: valeta de esgoto, lixo no chão, sem caçambas, sem arborização.
“Não adianta vocês acharem que é uma ofensa eu falar para vocês que vocês vivem na merda. Eu quero que vocês não vivam na merda.”
Reitera a proposta: prefeito que não cumpre metas de limpeza urbana, saúde, segurança e educação perde direito político e não concorre mais.
Ver 2026-05-02 - Coroadinho não esqueceu de mim!.
Shows em municípios miseráveis: pauta ganha repercussão (maio de 2026)
Em 7 de maio de 2026, Renan respondeu diretamente ao cantor Wesley Safadão, que teria movido ações na Justiça contra ele por suas declarações sobre os gastos de prefeituras com shows.
Renan não recuou. Em vez disso, propôs a “lei de responsabilidade gerencial”: prefeitos só poderiam contratar shows nos seus municípios caso atingissem metas de desempenho — o show seria um prêmio pela boa administração. Convidou Safadão a colaborar na definição dos critérios.
O argumento: artistas que aceitam esses contratos em municípios sem saneamento básico ou atividade econômica estão “endossando os políticos que tratam aquelas pessoas como animais.” Cita como contraexemplo artistas nordestinos como “Henrique e Juliano”, que segundo Renan são ricos sem depender desse modelo.
A pauta ganhou eco público: o influenciador fitness Renato Cariani divulgou vídeo endossando a crítica e atribuindo explicitamente a Renan a abertura do tema.
Ver 2026-05-07 - Minha resposta ao Wesley Safadão e 2026-05-08 - RENATO CARIANI COMENTA SOBRE SHOWS EM CIDADES MISERÁVEIS.
João Campos e as enchentes de Recife (maio de 2026)
Em 8 de maio de 2026, durante enchentes graves na região metropolitana de Recife, Renan usou a gestão de João Campos como caso de propaganda sem resultado: o prefeito gastou amplamente em marketing (danças, estética de influencer) mas não investiu em infraestrutura de drenagem. A resposta que a cidade deu às chuvas seria a evidência.
Ver 2026-05-08 - Tabata Amaral é solidária com o Recife e João Campos.
Santa Inês e o caso da cova rasa
Em Santa Inês (MA), Renan mostrou uma cova rasa que os familiares de Raimunda Irene Penha tiveram que cavar à mão por falta de estrutura mínima no cemitério municipal. Contrastou a alegação de falta de recursos com o gasto de R$ 1,3 milhão pela prefeitura para um show do cantor Wesley Safadão.
Segundo Renan, o prefeito local — apelidado de “Felipe dos Pneus” — está envolvido em escândalo de corrupção que apura R$ 55 milhões em desvios na área da saúde, além de investigações do Ministério Público na educação. Mesmo tendo sido afastado, foi reeleito.
Imperatriz e o “ciclo do bloquete”
Em Imperatriz (MA), Renan documenta o que apelida de “ciclo do bloquete”: emendas parlamentares são usadas para pavimentar ruas com blocos de concreto (em vez de asfalto), fabricados por empresas ligadas a familiares dos prefeitos locais. Cita um “rei do bloquete” conhecido como JP e aponta que o próprio prefeito de Imperatriz teria fábrica de bloquetes. Uma obra anunciada como entregue pela deputada estadual Janaína foi reduzida a uma pilha de blocos largada no meio da rua. Ver 2026-04-08 - Quem é o rei do bloquete em Imperatriz.
Rorainópolis e o “Pinto do Equador”
Fora do Maranhão, Renan aplica o mesmo diagnóstico a Rorainópolis (RR): o prefeito conhecido como “Pinto do Equador” planeja gastar R$ 1 milhão em um show da cantora Juliana do Bonde numa cidade de 32 mil habitantes, IDH 0,6 e apenas 4 mil empregos formais. O caso serve para Renan costurar uma cadeia política local que culmina em Jonathan de Jesus, ministro do TCU acusado de tentar salvar o Banco Master da liquidação. Ver 2026-04-08 - Pinto do Equador e Juliana do Bonde e Escândalo Banco Master.
Camaçari e a “industrialização sem indústria”
Em Camaçari (BA), Renan descreve um padrão diferente mas convergente: o município tem o maior PIB per capita nominal do Nordeste, mas a maior parte da população vive do Bolsa Família. O prefeito Luiz Caetano (PT), já afastado e preso por corrupção, foi reeleito em 2024 — está no quarto mandato. A fábrica da BYD, instalada no lugar da antiga Ford, emprega majoritariamente trabalhadores chineses alojados em “cidade” construída para eles. Ver 2026-04-08 - 400 milhões pra Camaçari.
Buriticupu e as voçorocas
Na cidade de Buriticupu, ameaçada pelo avanço de voçorocas, Renan denunciou que dezenas de milhões em repasses federais e estaduais foram destinados à contenção da erosão, mas “as obras nem sequer se iniciaram”. Disse desconfiar que o dinheiro foi desviado. Defendeu a nomeação de um interventor federal como única forma de garantir fiscalização, evacuação ordenada e contenção do avanço.
Santa Cruz (RN) e o teleférico que nunca saiu do papel
Em Santa Cruz (RN), região do agreste do Rio Grande do Norte, Renan encontrou um teleférico inacabado como símbolo de corrupção crônica. Mais de R$ 12 milhões em dinheiro federal foram enviados para ligar a cidade de 40.000 habitantes ao Santuário de Santa Rita de Cásia, prometido para 2015. Em janeiro de 2026, 11 anos depois, nada foi entregue — e o santuário permanecia fechado para romeiros e turistas.
O projeto foi conduzido por um político local chamado Tomba, que governou a cidade por mais de 20 anos, manteve ~80% do orçamento dependente de recursos federais, foi envolvido em escândalo de corrupção e depois se tornou deputado estadual.
“O prefeito sempre gasta com besteira, promete atrações turísticas, gasta com elas, não entrega, se torna deputado estadual. Aí o ciclo começa: ele briga com a prefeita, a prefeita apoia a governadora, a governadora apoia o Lula, o Lula manda a verba, a verba é desviada, a obra não é entregue, todo mundo fica rico no processo.”
Ver 2026-01-24 - OBRA DO GOVERNO COM 11 ANOS DE ATRASO EM SANTA CRUZ.
Alagoas: secretário desviou R$ 100 milhões da saúde
Em janeiro de 2026, Renan denuncia o caso do secretário de saúde de Alagoas, Gustavo, que desviou cerca de R$ 100 milhões da área de saúde para beneficiar a amante — carro, empregos, empresas em Maceió. Renan enquadra o caso dentro da estrutura das oligarquias alagoanas (famílias Lira, Collor, Calheiros), que se revezam no poder “de esquerda, de direita, não importa”, sempre enriquecendo às custas do estado mais analfabeto do Brasil.
A conclusão é de impunidade estrutural: o governador responsável pela nomeação será reeleito porque a população vende voto por “saco de cimento ou R$ 500.” Renan propõe intervenção federal em Alagoas, com destituição da classe política, interventores nos municípios, e agenda mínima de alfabetização, saneamento e combate à corrupção.
Ver 2026-01-21 - ALAGOAS PRECISA URGENTE DE UMA INTERVENÇÃO FEDERAL.
O centrão como inimigo estrutural: o ciclo oligárquico
Em 18 de novembro de 2025, Renan Santos articula o mecanismo do ciclo em sua forma mais explícita, descrevendo o centrão — que ele chama de “família oligárquica” — como o maior inimigo do Brasil, acima até da esquerda:
Vereadores e prefeitos eleitos → deputados mandam emendas → parte é desviada → dinheiro compra votos → população vende o voto → oligarcas se reelegem.
A novidade do argumento é que Renan atribui cumplicidade ao povo, não apenas vitimismo: “O povo em grande medida é cúmplice no negócio.” A prova é que, ao mesmo tempo em que reelegem os mesmos políticos, os moradores querem se mudar para Santa Catarina — votando nas causas do problema que os empurra a migrar.
“Por que as pessoas votam nos mesmos caras e não querem viver as consequências do próprio voto? É uma coisa meio esquizofrênica.”
Ver 2025-11-18 - ESSE É O PIOR INIMIGO DO BRASIL e Desigualdade Regional e Migração Interna.
Propostas
- Intervenção federal em prefeituras com histórico de desvio.
- Emendas parlamentares condicionadas a metas em segurança, saúde, educação e infraestrutura; inelegibilidade de 8 anos para o prefeito que não cumpre.
- Prefeito só pode realizar shows se os indicadores de saúde, segurança, educação e saneamento tiverem melhorado, sob pena de inelegibilidade.
- Pena de 10 anos para quem vende voto, 20 anos para quem compra voto.
Peixes na Semana Santa: três municípios, um padrão
No vídeo “Quem quer peixe” (6 de abril), Renan monta um compilado que serve como protótipo do “populismo estrutural” nos municípios pobres:
- Nunes Freire (MA) — um caminhão de lixo é usado para transportar e despejar peixes no chão; a população coleta ali mesmo.
- Um município no interior de Pernambuco — a entrega vira propaganda: moradores são filmados agradecendo nominalmente à prefeita, e o vídeo é publicado nas redes oficiais da prefeitura.
- Gandu (BA) — moradores recebem peixes podres em casa.
Renan trata os três casos como variações do mesmo padrão: cidades pequenas, muito pobres, em que prefeitos compram lealdade com distribuição de alimentos em datas simbólicas. Ver 2026-04-06 - Quem quer peixe.
Guajará-Mirim (RO): R$ 1 milhão em show para Juliana do Bonde
A prefeitura de Guajará-Mirim (RO) anunciou o pagamento de R$ 1 milhão por um show da cantora Juliana do Bonde — o mesmo padrão já registrado em Rorainópolis. Renan traz os números da cidade: 39 mil habitantes, apenas 6 mil com trabalho formal, 5 mil famílias no Bolsa Família, IDH 0,6. Sustenta que o município é sustentado por transferências federais e estaduais e que o show serve apenas à imagem do prefeito. Ver 2026-04-06 - Juliana do Bonde em Guajará-Mirim.
Pouso Alegre (MG) e o “Pezão”
No contexto da usina termoquímica que transforma lixo em energia em Pouso Alegre, Renan denuncia a presença de uma figura local conhecida como “Pezão”, apontada por aliados como o ponto de contato informal entre a prefeitura e a iniciativa privada. Segundo a narrativa do vídeo, crimes ambientais ocorrem ao lado da usina sem fiscalização, e o caso é apresentado como exemplo de como PPPs viram escândalos quando não há fiscalização concreta. Ver 2026-04-05 - Lixo em energia em Pouso Alegre.
Júnior Mano: “rei da emenda desviada” em Nova Russas (fevereiro de 2026)
Em comício no Ceará em 1 de fevereiro de 2026, Renan cita Júnior Mano como exemplo da corrupção sistêmica que domina o interior nordestino: “rei da emenda desviada na região de Nova Russas — sempre reeleito, sempre comprando voto.” O personagem reaparece no contexto da denúncia sobre o crime organizado tomando cidades inteiras no interior do Ceará, com facções operando sob cumplicidade da classe política local.
Ver 2026-02-01 - NÓS SOMOS A GERAÇÃO QUE VAI SALVAR O BRASIL.
Wesley Safadão e o esquema de shows municipais no Ceará
Em março de 2026 — antes da viagem ao Maranhão —, Renan já havia exposto um esquema mais abrangente de corrupção via shows, envolvendo o cantor Wesley Safadão e o deputado Júnior Mano (PL → PSB, CE).
Entre 2024 e 2025, Safadão realizou mais de 50 shows contratados por municípios pobres do interior do Ceará, totalizando R$ 52 milhões, sem processo licitatório. O dinheiro vinha de emendas PICs (sem fiscalização) repassadas diretamente pelo governo federal aos municípios. Safadão divulgava Júnior Mano em público durante os shows. Em Novas Russas (CE), cidade de ~30 mil habitantes, foram R$ 2 milhões em shows — a prefeitura é administrada pela esposa do deputado.
A família Safadão na política: irmão prefeito de Aracoiaba (CE), afastado por estelionato; mãe afastada por malversação (uso de ambulâncias públicas em campanha eleitoral). “Por mais que você goste do Safadão, no fundo ele só é um safadão — um político safadão que canta.”
Proposta de Renan: “Se eu me tornar presidente, gente como Safadão vai pra cadeia e prefeito que em vez de cuidar das pessoas desvia dinheiro para esse tipo de atividade também vai.”
Ver 2026-03-21 - Wesley Safadão e as prefeituras do interior do país.
Presidente Vargas (MA): corrupção de berço
A cidade de Presidente Vargas (MA) — 10.000 habitantes — é apresentada por Renan como caso extremo de captura política familiar. Fundada nos anos 1960 quando tinha menos de 3.000 pessoas (Renan afirma que não deveria existir como município), foi nomeada em homenagem a Vargas por uma família de coronéis locais para obter aprovação fácil. Desde a emancipação, dois ramos dessa família se alternam no poder. O único prefeito de fora da família “morreu” — o principal suspeito é um membro da própria família — e a prefeita atual é filha do provável assassino.
Dados: 70% do PIB municipal vem da própria prefeitura; 0% de esgoto tratado; 24% de água encanada; 113 casos de corrupção; 21 escolas fantasmas (usadas para desviar verba do FUNDEB, pagando professores fictícios ligados à família); 52% da população sem diploma. A secretária de educação é prima da prefeita.
Proposta de Renan: extinguir o município, fundir com outros num macromunicípio com indicadores claros. Prefeito que não cumprir os indicadores perde os direitos políticos — não pode se reeleger e a família sai do jogo.
Ver 2026-03-10 - Acho que descobri a cidade mais bizarra do Brasil e Fusão de Municípios.
Grajaú (MA): show de R$ 300 mil sem esgoto
Em 3 de março de 2026, Renan expõe o caso da cidade de Grajaú (MA): 73 mil habitantes, sem esgoto, menos de 10% com emprego formal, 13 mil famílias no Bolsa Família e 82% do orçamento vindo de transferências externas. A prefeitura contratou MC Melody por R$ 300 mil. Renan repete a proposta de critérios objetivos de avaliação de prefeitos: quem não entrega saúde, educação e saneamento fica inelegível; o partido não pode participar de eleições por 8 anos; e se a situação não melhora, nomeia-se interventor federal por 4 anos. Ver 2026-03-03 - MC MELODY PASSA MAL COM O MARANHÃO.
Campinas: potencial desperdiçado por corrupção
Em 4 de março de 2026, Renan expõe Campinas (SP) como caso de cidade com potencial para ser o Vale do Silício brasileiro destruído por corrupção: superfaturamento de R$ 70 milhões em livros, presidente da Câmara confesso de propina, reeleito; reajustes de 59% para o prefeito e 77% para vereadores; favela Campo Belo — ao lado do aeroporto de Viracopos — controlada pelo tráfico há décadas sem solução. Ver 2026-03-04 - Campinas deveria ser o Vale do Silício brasileiro.
São Félix das Balsas (MA): show vazio e ameaça a funcionários (fevereiro de 2026)
Em 19 de fevereiro de 2026, Renan documentou o caso da primeira dama de São Félix das Balsas: organizou show de carnaval com dinheiro público que ficou vazio e ameaçou funcionários comissionados que não compareceram, indicando que cortaria seus empregos.
Renan usa o episódio para reforçar a proposta: prefeituras com índices ruins em saúde, educação e saneamento não receberão dinheiro para shows e não estarão qualificadas para emendas parlamentares. Prefeito que não melhorar os indicadores ao longo do mandato não poderá concorrer à reeleição — e o município terá interventor de fora.
Ver 2026-02-19 - MAIS UM BELO EXEMPLO DA CLASSE POLÍTICA DO MARANHÃO.
Braguinha e Santa Quitéria (CE): CV nas eleições (janeiro de 2026)
Em 31 de janeiro de 2026, Renan denuncia o caso do ex-prefeito de Santa Quitéria (CE) chamado Braguinha: corrupto que usou o Comando Vermelho para perseguir adversários durante as eleições, com membros da Rocinha (RJ) sendo trazidos ao Ceará para auxiliá-lo. A Justiça afastou Braguinha — mas o filho Joel foi eleito em eleição suplementar. A cúpula do CV passou a ameaçar de morte líderes locais que expõem o esquema. Ver 2026-01-31 - ESTOU SENDO AMEAÇADO DE MORTE NESSA CIDADE.
Currais Novos (RN): internet para BBB, sem água para ninguém (janeiro de 2026)
Em 27 de janeiro de 2026, Renan visita Currais Novos (RN) e denuncia o prefeito Lucas Galvão: com 28% da população sem água e apenas 42% de saneamento básico, o prefeito investiu recursos públicos em internet gratuita e sala equipada para a população votar no BBB. A liderança do MBL local, Mateus Faustino, alertou publicamente e foi respondida com agressividade pelo prefeito. Ver 2026-01-27 - ESSA CIDADE NÃO TEM ÁGUA MAS QUER DAR INTERNET PARA VOTAR NO BBB.
Turilândia (MA): todos os políticos no mesmo esquema (dezembro de 2025)
Em 26 de dezembro de 2025, Renan usa Turilândia (MA) como caso de corrupção sistêmica total: o prefeito Paulo Curió, a esposa, todos os vereadores da Câmara e o pai ex-político montaram um esquema de empresas fantasmas que desviou R$ 56 milhões do orçamento municipal. Curió chegou a ficar foragido.
O detalhe central para Renan: o dinheiro não foi extraído da cidade — veio de repasses federais pagos por contribuintes de outros estados. A cidade tem salário médio de 30% do salário mínimo e 97% do orçamento dependente de transferências externas. Renan usa o caso para sustentar que cidades com esse perfil não têm capacidade de se autogerir democraticamente e deveriam ser fundidas e administradas por interventor federal. Ver 2025-12-26 - Você já ouviu falar de Turilândia.
Arari (MA): emenda roubada e a influencer do ex-prefeito (dezembro de 2025)
Em 19 de dezembro de 2025 — o primeiro vídeo sobre o caso —, Renan expõe Arari (MA) a partir de reportagem do Fantástico: o ex-prefeito Rui Filho desviou uma emenda parlamentar integralmente, sem nem simular obra. Após perder a eleição, enriqueceu e se tornou o “sugar daddy” de Ingrid Andrade, influencer com 1,2 milhão de seguidores que declara publicamente ter ficado com ele por dinheiro e ter dado “golpe da barriga.”
Ingrid ainda anunciou candidatura a deputada estadual. Para Renan, o escândalo mostra como democracia e redes sociais prejudicam cidades pobres ao legitimar figuras que se beneficiam da corrupção. Proposta: municípios que não entregam indicadores básicos não recebem emendas e ganham interventor federal.
Nota: Renan foi processado por Ingrid após este vídeo — ver 2025-12-30 - Tô sendo processado. Ver também 2025-12-19 - ESSE CASO EM ARARI NO MARANHÃO É BIZARRO.
Evoney Fernandes (TO): rifas ilegais e lavagem de dinheiro (janeiro de 2026)
Em 26 de janeiro de 2026, Renan comemora a condenação do artista Evoney Fernandes (Tocantins) por rifas que vendia e não entregava, em esquema com lavagem de dinheiro. O irmão de Evoney estaria envolvido em “práticas estranhas ligadas à administração pública”.
O contexto: quando Renan propôs a fusão de Tocantins com Goiás como medida anticorrupção, Evoney liderou a resistência pública, defendendo a classe política local. Para Renan, o caso exemplifica como artistas que recebem recursos públicos por shows tornam-se porta-vozes do crime político. Renan reitera: município sem segurança/saúde/educação/saneamento não pode contratar shows; político que compra voto e quem vende voto vão presos.
Ver 2026-01-26 - EVONEY FERNANDES É CONDENADO POR RIFAS ILEGAIS EM TOCANTINS.
Fontes
- 2026-02-19 - MAIS UM BELO EXEMPLO DA CLASSE POLÍTICA DO MARANHÃO
- 2026-03-10 - Acho que descobri a cidade mais bizarra do Brasil
- 2026-03-21 - Wesley Safadão e as prefeituras do interior do país
- 2026-04-12 - Essa cova foi cavada a mão
- 2026-04-13 - Eu fui na cidade que está sendo engolida por buracos
- 2026-04-08 - Quem é o rei do bloquete em Imperatriz
- 2026-04-08 - Pinto do Equador e Juliana do Bonde
- 2026-04-08 - 400 milhões pra Camaçari
- 2026-04-06 - Quem quer peixe
- 2026-04-06 - Juliana do Bonde em Guajará-Mirim
- 2026-04-05 - Lixo em energia em Pouso Alegre
- 2026-03-04 - Campinas deveria ser o Vale do Silício brasileiro
- 2026-03-03 - MC MELODY PASSA MAL COM O MARANHÃO
- 2026-01-31 - ESTOU SENDO AMEAÇADO DE MORTE NESSA CIDADE
- 2026-01-27 - ESSA CIDADE NÃO TEM ÁGUA MAS QUER DAR INTERNET PARA VOTAR NO BBB
- 2026-01-26 - EVONEY FERNANDES É CONDENADO POR RIFAS ILEGAIS EM TOCANTINS
O ciclo da corrupção estadual: deputado do MT confesso
Em março de 2026, Renan exibiu um vídeo vazado de um deputado estadual do Mato Grosso (partido Republicanos) comemorando ao telefone a obtenção de contratos em licitações montadas com suas próprias empresas — a dele e a da irmã, somando “quase R$ 200 milhões”.
Renan descreve o esquema como idêntico ao que vê em Rondônia, Piauí, Maranhão e interior de São Paulo, e formula a estrutura geral:
- Deputado tem amizade com o governador.
- Monta empresas no nome de laranjas (lixo, construtora, estradas, hospitais).
- Emendas parlamentares direcionam recursos a prefeituras amigas.
- Prefeituras licitam para as empresas do deputado.
- Parte do dinheiro compra votos da população.
- A população vota no corrupto, o ciclo recomeça.
“Casos como esse são a regra e não a exceção na política brasileira.”
O deputado é dos Republicanos — partido que Renan descreve como de “direita evangélica”: “ele no fundo não é nem de direita nem evangélico. Ele é apenas um ladrão.”
Ver 2026-03-18 - Ele foi pego confessando corrupção. Vazou tudo!.
